- Eu não gosto de você! – ele me abraçava forte enquanto eu dizia essas palavras.
- Ah, pare com isso, engraçadinha. – odiava quando ele tornava aquilo uma comédia. Meu semblante sério continuava ali, para que ele o visse e acreditasse.
- Pare de me abraçar, isso me irrita! – afastava seus braços inutilmente, pois estes continuavam ali, enlaçados ao meu redor.
- Por que se faz de arisca? Eu sei que no fundo você não é assim. – O garoto estúpido que se considerava meu melhor amigo agora emaranhava meus cabelos.
- Seu estúpido! O que está fazendo? – arrumava meus cabelos desfazendo os nós.
- Não fique nervosinha! – A coisa que eu mais odiava em todo o mundo é que dissessem a blasfêmia que acabara de ouvir.
- Cala boca, eu não estou nervosa! Se você está incomodado saia de perto, eu faria bom proveito da sua distancia, você me incomoda, muito!
- Não vou sair. Eu gosto da sua companhia, por mais que você seja essa chatinha. – Ele fazia caretas enquanto uma fúria desastrosa começava a surgir e querer explodir dentro de mim. Odiava quando as pessoas falavam no diminutivo.
- Eu te odeio! – Dava tapas e empurrões no detestável menino.
- Pare, pare, eu sei que é assim que você demonstra seu carinho, mas já está me machucando... – ele dizia, tentando se esquivar.
- É para fazer sangrar mesmo! – me levantei furiosa – Que desgraça eu devo ocasionar na sua vida para que você entenda, de uma vez por todas que eu te odeio?
- Eu nunca vou acreditar nisso. Simplesmente porque sei que é mentira. – ele continuava com as caretas.
- Eu te adoro, você é muito querido pra mim!Agora acha que estou mentindo?
- Você está falando a mais pura verdade. – cai com as mãos ao rosto. Não sabia como faze-lo crer no que dizia, ele me irritava.
- Você vai continuar até quando preso por essa verdade que só você acredita? – ele se calou. Era hora de entender que a mentira era aquilo que ele continuava a acreditar. E é assim que pessoas acabam sendo presas de uma verdade em que só elas acreditam...
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