“Não quero ser diferente”. Em seus olhos azuis apagados enxergava-se uma vontade de ter sua vida de volta. Não eram tristes, apenas tinham perdido algo que lhes era importante: O brilho. Por que seus olhos não tinham mais o brilho inicial? Fora deixado para trás, assim como sua alegria, que fora parcialmente esquecida em uma parte distante em seu cérebro; Precisava que alguém a aceitasse do jeito que era, mesmo tendo suas diferenças. “Queria ser como todo mundo”. A menina de cabelos verdes dizia a si mesma, por mais que soubesse que nunca seria como eles. Tentava se imaginar como os outros, mas logo que se olhava no espelho tinha a sensação de que nunca encontraria alguém tão diferente como ela. “Diferente por fora e por dentro”, pensava enquanto arrumava os cabelos em um coque improvisado. Em sua aula rotineira de violino libertava-se deixando a música encontrar as respostas pelas quais ela estava à procura. “Não preciso ser igual, a minha diferença já me faz parecida a eles, ninguém é igual a ninguém”. Então se confortava na música, a menina dos cabelos verdes.
domingo, 29 de agosto de 2010
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