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terça-feira, 31 de agosto de 2010

E esse tal de amor?!

E esse tal de amor... Não sei direito como te perguntar isso, mas, como funciona? Eu sei que todo mundo diz muitas coisas a respeito, do tipo: “Faz seu coração bater mais rápido”; “Te faz suar frio”; “Te dá tremedeira só em ver a pessoa”. Será que é isso mesmo? E se eu me apaixonasse e não me sentisse assim, não seria paixão ou amor? Por que motivos todos criam uma definição para o indefinível?! Eu acho que o amor não é qualquer coisa que se possa rotular ou colocar um título bonito para soar como verdadeiro, mas quem sou eu para dizer algo sobre o amor se eu mesma nunca me senti assim? Chega de elaborar questões sem resposta. Queria é saber como é sentir-se desse jeito que quase todos se sentem. Aquilo que todos dizem ser padecer no paraíso. É só a mania de querer apressar o que não pode ser apressado, fazer correr o tempo do relógio. Enquanto eu não descubro o que essa palavra de apenas quatro sílabas e com um milhão de significados diz, eu aceito a definição de Camões:

“Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?".

                                               Luís Vaz de Camões 

domingo, 29 de agosto de 2010

Menina dos cabelos verdes


“Não quero ser diferente”. Em seus olhos azuis apagados enxergava-se uma vontade de ter sua vida de volta. Não eram tristes, apenas tinham perdido algo que lhes era importante: O brilho. Por que seus olhos não tinham mais o brilho inicial? Fora deixado para trás, assim como sua alegria, que fora parcialmente esquecida em uma parte distante em seu cérebro; Precisava que alguém a aceitasse do jeito que era, mesmo tendo suas diferenças. “Queria ser como todo mundo”. A menina de cabelos verdes dizia a si mesma, por mais que soubesse que nunca seria como eles. Tentava se imaginar como os outros, mas logo que se olhava no espelho tinha a sensação de que nunca encontraria alguém tão diferente como ela. “Diferente por fora e por dentro”, pensava enquanto arrumava os cabelos em um coque improvisado. Em sua aula rotineira de violino libertava-se deixando a música encontrar as respostas pelas quais ela estava à procura. “Não preciso ser igual, a minha diferença já me faz parecida a eles, ninguém é igual a ninguém”. Então se confortava na música, a menina dos cabelos verdes.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Carta para Steve

Por que não postar os textos?! Minha imaginação as vezes vai além de apenas contornos em uma folha em branco. As vezes ao invés dos desenhos o que surge são palavras. Escrever, um hobbie, um hábito, um amor!
Meu primeiro texto: Destinado ao projeto Criare (criare textual).




Para Steve (melhor amigo e também imaginário)

Sabe bem que é o único que posso contar. Tenho algo simplesmente apavorante para por para fora. Não suportarei mais se não lhe contar. Entrarei em colapso em alguns minutos. Não há melhor maneira, vou lançar as palavras no papel como um jato saindo com pressão pela torneira da cozinha. Leia-as atentamente, eu estou falando sério!
Recebi um sinal, sei o dia em que morrerei! Exatamente dia 30 de outubro de 2011, meu caro amigo... Isso não é magnífico?! E quem me contou desse meu tortuoso destino é alguém mais específico que um médico, um vidente ou um djin! Meu caro, acredite, Deus falou-me em um sonho! Não é extraordinário?! Eu sei, estou-me rindo disso até agora. Mas está claro que minha fixa ainda não caiu, não por completo. Espere um momento...
Steve estou prestes a morrer! Tenho que fazer mil coisas importantes antes de partir dessa para melhor, mal sei por onde começar. Estou quase enlouquecendo. De-me mais um instante... Pronto, recompus-me. Necessito de um abraço. Não somente isso, necessito de um homem, preciso me casar, se morrerei daqui a um ano preciso propagar a espécie, deixar meus bens para alguém. Preciso escrever um livro, plantar uma árvore, lamber flocos de neve, e andar nua em uma praia de nudismo. Subir o morro Everest? Não, não quero me matar antes do tempo, mas caçarei borboletas, visitarei os corais marinhos, traçarei o contorno do A do oceano Atlântico, ganharei campeonatos de bebedores de coca-cola, e depois disso, virarei vegetariana. Sei bem que se tudo isso não passar apenas de mais uma de minhas ilusões decrépitas irei sentir-me terrível. Mas que mal há em tentar aproveitar ao máximo o restante de vida que tenho? Eu sei Steve, foi apenas um sonho, mas misericórdia! Foi um sinal colega, não consegue notar?! E lhe digo mais uma coisa: Não esperarei até dia 30 de outubro de 2011. Se foi mesmo um sinal de Deus ele há de me provar isso agora mesmo! Que a coragem não me falte a hora que puxar o gatilho. Até mais ver, precioso amigo! No três: 1,2,...!
Fim.

domingo, 22 de agosto de 2010

Para início de conversa

Para início de conversa.
Era a personagem de uma história que eu havia criado, não me lembro mais seu nome, eu acabei perdendo a história mas a personagem ficou, chamo-a de menina-raposa, por falta de imaginação!


Sobre a srta.M.

Por que este srta.M.? Não, não quer dizer que eu sou emo u_u'... É apenas gostar de fazer coisas diferentes, gostar de inventar. Seria chato se escrevesse Memórias de Melanye Sprenger. Sem graça. Tem os que dizem que é apenas minha mania de por sr, srta, sra, em tudo. Eu só acho mais engraçado, mais interessante. Aqui vou expor um pouco das minhas invenções malucas, que são no mínimo o máximo do que eu gosto! Já que eu nasci com o dom da criação de contornos vou expô-los, para apreciação ou desgosto de quem quer que os veja. Fica o  convite aos que procuram invenções diferentes.